05/Out/2017 - 179 Visualizações

José Álvaro Góes Filho

Há mais de 12 anos a Revista FIX abraça as causas desse diligente empresário que só trabalha com evidências de um desempenho muito acima da média. O time do Operário é uma das provas de que vencer é um hábito que ele possui.


Qual é o cargo que o senhor ocupa hoje na diretoria do Operário?

Sou presidente do grupo gestor do Operário desde 2014, o qual administra somente o futebol. Não tem nada a ver com o Clube Operário, onde o antigo presidente era o Laurival Pontarollo, hoje é o Marcos Cosmoski.

Como o senhor analisa a subida do Operário da Série D para a Série C?

O torcedor é passional. Futebol é uma coisa muito estranha, como dizem, é do céu ao inferno. Há dois meses atrás a torcida queria invadir o Operário, queriam que destituíssem o nosso técnico Gersinho, que mandassem embora alguns jogadores, xingaram, fizeram algumas ameaças... Mas eu sabia do trabalho que estávamos fazendo, não tinha dúvidas de que uma hora nós iríamos colher esses frutos. E, graças a Deus, isso chegou agora. O Operário está no cenário nacional de futebol, trazendo um título brasileiro para o Paraná, pois já faziam 7 anos que isso não acontecia. Na série D é o primeiro título brasileiro para o Paraná, o que é muito importante. É muito importante também para o Operário a ascensão. Abrem-se muitas portas e tenho certeza que chegaremos a série B, e por que não na série A do Campeonato Brasileiro? 

Como o senhor vive o dia a dia como gestor do time?

Depois da recaída que tivemos para a Série D do campeonato paranaense eu assumi o departamento de futebol junto com o Paulo e o Carlinhos, mas as contratações hoje passam todas pela minha mão.  Os jogadores são indicados pelo técnico e quem faz o fechamento sou eu. Mas, ultimamente, o meu dia a dia com o Operário tem sido muito corrido. Algumas semanas atrás estava me dedicando mais ao Operário do que para as minhas próprias empresas. Estive em Brasília com o deputado Sandro Alex, pois temos um projeto da Lei de Incentivo ao Esporte que irá nos ajudar muito com a base para fazermos um Centro de Treinamento. Isso nos ajudará a captar verbas. E também estivemos em Curitiba, com o convite do presidente Mário Celso Petraglia  e seu vice-presidente para formarmos uma parceria junto com o Atlético Paranaense. Então iremos analisar, esperar terminar esse campeonato brasileiro, esperar que as coisas terminem. A gente precisa sentar e fazer um calendário para o ano que vem, projetar o ano que vem para o Operário. Não só 2018 como 2019 também. A vontade do Operário, assim como a nossa da diretoria, é chegar ao Campeonato Brasileiro da série B. E aí sim vamos conversar, vamos até Curitiba bater um papo. O Atlético se interessa em fazer uma parceria nos cedendo, inclusive, os alojamentos, Centro de Treinamento, pré temporada, jogadores... Isso é muito importante e vamos ouvir sim, eu acho que o futuro do Operário começa por aí.

Algum projeto para começar a lançar talentos no futebol em Ponta Grossa?

Sim, o time de futebol hoje que não tem uma base, que não forma jogadores está fadado a desaparecer no futuro. Pois é muito difícil somente contratar e não formar jogadores. Então, o que nos dará sustentação são os meninos de baixo, são aqueles que você forma. Além de poder usar dentro do time, pode também fazer negociações e fazer um pouco de dinheiro em cima disso. Mas o Operário é totalmente dependente disso, e por isso estamos lidando com essa Lei de Incentivo ao Esporte. Isso nos ajudará muito a formar jogadores através da base. E outra dependência nossa são os torcedores, os quais são importantíssimos. Nos últimos jogos tivemos 10, 11 mil torcedores lotando o Estádio Germano Krugger.Se conseguirmos fazer pelo menos a metade disso, de sócios-torcedores, nos daria muita tranquilidade para planejar e fazer o Operário muito forte.

 

Com relação aos patrocinadores, o Operário tem recebido respaldo das empresas?

Nós atravessamos uma turbulência, digamos assim, com essa recaída do Operário para a série D, mas portas estão se abrindo, as coisas estão ficando bem melhores com essa subida para a série C. Então acho que iremos conseguir captar mais verbas, mais dinheiro. Tem algumas empresas nos ligando para fazer sócio-torcedor-empresarial... Está na hora do Operário se estruturar um pouco mais. Já tenho algumas pessoas que virão nos ajudar nessa nova empreitada para o ano de 2018. Tornaremos o Operário mais forte não só em futebol, mas também em marketing, sócio-torcedor. Então precisamos de mais pessoas e tenho certeza que iremos conseguir para começar a trabalhar, a partir do mês que vem, e tornar o Operário bem mais forte.

 

Hoje nós temos quais patrocinadores no time?

Temos a Masisa, Grupo GMAD, Sicredi, PROADEC do Brasil, FGV Técnica Nacional, Lojão do Keima, Pontarollo, Alegra, Makita e Mercado Móveis. Esses são os patrocinadores da camisa. E temos o Madero também que é patrocinador da Comissão Técnica. Inclusive estive com o Junior Durski e já marcamos uma reunião assim que terminar o campeonato para planejarmos o ano de 2018 com o Madero, o que irá nos ajudar muito.

Muito importante esse título da série C do Brasileiro para a cidade de Ponta Grossa, todos estamos de parabéns. É aquilo que eu sempre vinha falando: é um conjunto de união, que se todo mundo convergir para o mesmo lugar o resultado é esse. A imprensa nos ajudou, o poder publico tem nos dado uma mão,  as empresas... E o resultado está ai, Operário campeão! Parabéns para a cidade de Ponta Grossa, e espero que daqui para a frente as pessoas entendam que esse é o caminho, de união, como a Chapecoense fez, onde todos se uniram e ajudaram o time que hoje está numa série A do Campeonato Brasileiro. E nós, com esse título inédito para a nossa cidade, me deixa muito feliz, pois em três anos de presidente do Operário, já consegui dar três títulos para o Operário. Com 105 anos e ninguém nunca tinha dado um título para o Operário. Então, fico muito feliz, e fico feliz pela nossa cidade, por estar trazendo esse título.

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