05/Out/2017 - 341 Visualizações

CLAUDIO COSTA TEIXEIRA | DE PONTA GROSSA AO ALASKA

Como surgiu a ideia de viajar até o Alaska?  O que o inspirou?

Já há muito tempo tinha a ideia de sair daqui de Ponta Grossa e subir de carro até o final do continente americano (Alaska), passando pelos países da América do Sul e América Central pois, como vocês sabem, sou um amante de viagens por natureza, principalmente de carro.

Em um jantar em que estávamos montando uma viagem  de UTVs ao Jalapão em Tocantins, um dos amigos (Rogerio Scheffer) me contou que estava para iniciar uma viagem ao Alaska e que já estava de saída para o extremo sul do continente (Ushuaia), indo até Santiago do Chile, onde deixaria seu carro, fechando sua primeira etapa da viagem. Na hora eu pensei: “Está aí a oportunidade que eu precisava. Vou junto com o Rogério e o alcanço no Chile, no início da sua segunda etapa de viagem”. E assim foi. Hoje já estou com o carro na Colômbia e o amigo está com seu carro no Peru. Devemos nos  reencontrar no Panamá para continuarmos juntos esta aventura 

Por quanto tempo o senhor estudou e se planejou para a viagem?  Como se deu esta preparação?

A partir do momento que defini que era a hora para fazer esta viagem (visto que hoje já estou mais tranquilo com as Empresas, uma vez que a segunda geração já está assumindo os negócios), comecei a me planejar com custos, carro para fazer a viagem e pessoas que me acompanhariam em cada uma das etapas (familiares e amigos), que pelos meus planos devem fechar em torno de seis etapas até o final. O maior trabalho nesta fase de preparação foi com o carro. Optei por fazer de Dodge Ram por ter assistência em quase toda a rota e ser um carro robusto para encarar este desafio 

Como foi traçado o roteiro?

Tracei o roteiro desta aventura saindo do Brasil pelo Norte da Argentina, passando pelo Deserto do Atacama no Chile e pegando a Rodovia Panamericana, uma estrada que se inicia na Tierra del Fuego (Ushuaia - Argentina) e cruza toda a América do Sul, América Central e América do Norte. Assim sendo, do Atacama em diante entramos na Panamericana e subimos até a Colômbia. Entre a Colômbia e o Panamá existe um trecho onde não existe estrada, o que nos obriga a embarcar o carro em um navio do tipo roll-on roll-off. Isto será feito na minha segunda etapa no inicio de novembro/17.

O que espera encontrar durante o percurso e principalmente quando chegar ao destino?

Com certeza neste percurso vamos encontrar coisas novas, uma experiência fantástica que somente as estradas podem nos proporcionar, como já nos proporcionou nesta primeira etapa.

Países novos, culturas novas, gastronomia nova, obstáculos a serem superados, enfim, tudo que envolve uma jornada onde você nada mais faz do que aquilo que te inspira. Tenho certeza que a chegada ao destino (Alaska) será muito emocionante, fechando com chave de ouro este tão sonhado projeto de vida na estrada.....

O que a experiência em outras viagens ajudam nesta agora?

Muito. A bagagem de outras viagens me dão a segurança necessária nesta difícil jornada ao Alaska. Sabemos que devemos enfrentar algum stress, principalmente nas aduanas em alguns países com mais problemas, como o caso de El Salvador e Guatemala,  mas estamos muito tranquilos quanto a estes problemas.

O que você acha que mais o motiva para realizar suas viagens aos extremos do planeta?

Já fui ao extremo sul do continente americano (Ushuaia) a bordo de um Land Rover Defender e agora estou indo ao Alaska, mas o que me motiva realmente é sempre o mesmo sentimento, ou seja, de viajar a lugares diferentes, conhecer novas culturas e pessoas e poder ter uma visão mais ampla do Mundo que nos cerca. Estas oportunidades que tive e continuo tendo valem muito a pena para descobrirmos o real sentido da vida.

Conte-nos alguma história que faz parte do anedotário do diário de bordo de suas viagens?

Tenho muitas, mas prefiro não expor os amigos de viagens (risos).  Apenas para dar um gostinho aos leitores, nesta primeira etapa tivemos um enrosco com “Coiotes” na entrada da Colômbia, mas sem respingos... 

Em que sua vida sai enriquecida com a experiência das viagens?

Todas as viagens que fiz em minha vida foram muito interessantes, cada uma com sua proporção e contribuição, pois nunca sabemos o que nos espera durante o percurso, que geralmente são enriquecidos por coisas inesperadas. Algumas surpresas, novos amigos, oportunidade de apreciar o mundo em terras diferentes, etc. Aliás, dizem que a vida é uma viagem!!! 

Outras considerações

Nesta etapa, fizemos de Ponta grossa a Cartagena das Índias na Colômbia, em um percurso de 8.700 km feito em 18 dias sem nenhum problema. Tivemos como companheiro meu primo Cezar Niemietz, que é uma pessoa espetacular e um ótimo companheiro de viagem. A próxima etapa sairemos de onde paramos, mas ainda estou estudando o próximo destino.


























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