02/Jan/2018 - 286 Visualizações

Laura Miranda de Moraes

Campeã Paranaense de Hipismo 2017 - Jovens Cavaleiros

Nesta entrevista exclusiva para a Revista FIX® a atleta Laura Miranda de Moraes conta sobre sua

trajetória no hipismo com mais de 10 títulos, seus anseios e motivações

Quais foram os títulos conquistados pela atleta?

Conquistei alguns títulos menores no ano passado, mas também importantes. Quando integrei a equipe de hipismo em 0,90m fomos vice-campeãs Paranaense no ano de 2015. Já em 2016, quando subi de categoria para 1 metro, nossa equipe ficou em terceiro lugar no campeonato Amazonas de Hipismo e eu fui vice-campeã no Ranking Paranaense.

Mas esse ano foi um ano muito especial para mim, em junho fui para Sanremo, na Società Ippica Sanremo na Itália, onde fiquei em 5º lugar na primeira semana e na segunda semana fiquei em 3º. No mês de julho, quando participei do campeonato Brasileiro de Jovens Cavaleiros, em Florianópolis, fiquei em 5º lugar.

Fui vice-campeã no 79º Aniversário do Sociedade Hípica Brasileira. E, finalmente, fui campeã e vice-campeã no Ranking 2017 da Sociedade Hípica Paranaense e campeã no Ranking Paranaense 2017, cujas provas duraram o ano todo.

 

Como foi a preparação para as competições?

Foi um processo crescente. Desde os primeiros anos fui me habituando com pequenas provas, pequenas conquistas e pequenas vitórias. Muito treino e esforço antes das competições. Isso apenas se intensificou um pouco, mas a rotina não mudou muito. Muita dedicação, muita disciplina e um bom treinador permitiram que eu fosse evoluindo gradativamente.

 

Como foi o início da sua carreira no hipismo o que a motiva? Por que escolheu o hipismo?

Minha mãe e meu tio conviveram por muitos anos na fazenda do meu avô, aonde temos uma linda criação de cavalos Árabes, com um Haras muito gostoso no qual passei longa parte de minha infância. Lá aprendi o verdadeiro amor pelos cavalos, minha maior paixão.

Desde bebê sempre gostei de animais, quando era criancinha, adorava subir nos carneiros, depois aprendi a montar nos cavalos. Montava com meu pai, meu avô e minha mãe. Esse foi o embrião para a minha vida no hipismo.

Nas minhas férias nunca tive preguiça em ser acordada pelo Índio, nosso tratador, para tratar dos nossos animais e depois montar, montar e montar. Tinha aulas de rédeas a tarde toda e no dia seguinte a mesma coisa e nunca me cansei.

Quando eu tinha seis anos, pisava com os pés um pouco para dentro, então, meu médico aconselhou minha mãe a me levar fazer aulas de ballet. Mas eu não gostei nada de fazer aquelas danças. Quando tinha 7 anos ele falou que poderíamos optar pelo hipismo para arrumar meus passos, então, minha mãe me levou para hípica onde comecei a montar, com o professor José Juarez de Lima, pai do meu atual professor.

Mais tarde, comecei a treinar tambor, outra modalidade dentro do hipismo. Quando tinha 11 anos voltei para hípica e treinei mais um ano lá. Então fui treinar no Centro Equestre Gallope, com o treinador Hélio de Paula.

Quando meu cavalo, Diesel, se machucou no começo desse ano, fiquei dois meses sem montar, então, encontrei o Delano, meu cavalo, que agora monto na hípica com o treinador Felipe Juarez de Lima.

Tive muito apoio para seguir esta carreira. Meu avô sempre foi atrás do que queria e me ensinou a fazer o mesmo. Meu pai sempre me motivou a montar e foi quem me apresentou essa vida sobre um cavalo.

Minha mãe com certeza é minha maior incentivadora. Se dedica completamente ao meu esporte, me apoiando nas provas, nos treinos e nas viagens. Sempre me ajudou em tudo e me motiva sempre a fazer o que me faz feliz, a me superar e a sempre dar o meu melhor. Sem ela nada disso seria possível!

Para um atleta é muito importante esse apoio, porque há determinados momentos em que ele sente dificuldades e adversidades, e este apoio por fora é muito importante e vai permitir outras conquistas na vida.

 

Qual seu maior ídolo no esporte?

Me espelho muito no Felipe Juarez de Lima, meu treinador, pela sua técnica, respeito e cuidado com os animais.

 

O que pensa para o futuro?

O atleta sempre pensa em grandes conquistas, mesmo sabendo das dificuldades que isso possa acarretar. Como eles, eu também penso em me preparar, da melhor maneira possível, com objetivo de atingir o nível máximo.

Estou envolvida neste esporte, o qual amo e quero me esforçar muito nos treinamentos. Almejo outras conquistas importantes. Me identifico muito com este esporte porque amo meus cavalos, os trato com o maior carinho possível. Hoje fazem parte da minha vida e acho que farão para sempre.

 

Qual foi o cavalo que mais lhe deu vitórias?

Todos os cavalos que eu já montei me ajudaram muito no aprendizado e nas competições. O Delano me ajudou a conquistar muitos títulos este ano, me ensinou a ter mais maturidade, postura, a montar melhor, ter mais concentração, entre muitas outras coisas. Sem ele nenhum desses troféus seriam meus.

 

Qual foi sua prova mais marcante?

Sem dúvida alguma foi em julho desse ano, quando troquei a tradicional viagem de 15 anos para Disney para saltar em Sanremo! Quando recebi esta proposta, de trocar a viagem meus olhos brilhavam. Foi muito emocionante! Arrendamos uma égua tordilha, chamada Winding, que não era lá essas maravilhas, mas eu fui logo me apaixonando. Lá, como na maioria das hípicas da Europa, nós que tratamos e montamos os próprios cavalos. Então a ligação fica maior. Minha mãe e meu treinador foram juntos comigos.

Tive algumas aulas com o atleta brasileiro que atualmente mora lá, André Coutinho Nagata - que inclusive ganhou uma belíssima prova de 6 barras, a 1,80m com meu cavalo Delano neste mês de dezembro em Curitiba.

A experiência fora do Brasil foi incrível. Valeu muito e ainda voltei com duas medalhas, de 5º lugar na primeira semana e de 3º na segunda semana.

 

Que mensagem você deixa para as atletas que estão começando no esporte?

Para aquelas que estão começando é preciso que se preparem para entrar num esporte excitante. É um esporte de muita tensão e com muitas dificuldades iniciais. O que digo é o seguinte, persistam que as alegrias dessas conquistas irão motivá-las a desenvolver cada vez mais. •

 


















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