FIX 01/Oct/2018 - 1065 Visualizações

Aliel Machado Featured

NA ENTREVISTA EXCLUSIVA PARA A REVISTA FIX, ELE CONTA QUE QUER “REASSUMIR O COMPROMISSO” E PEDE PARA NOSSO LEITORES QUE ACREDITEM NA POLÍTICA, QUE PARTICIPEM, PROCUREM INFORMAÇÕES VERDADEIRAS. E, SE NÃO PARTICIPAREM SENDO CANDIDATAS, FILIADAS A UM PARTIDO, QUE PARTICIPEM COBRANDO OS POLÍTICOS E NÃO APENAS EM ÉPOCA DE ELEIÇÃO.

De que forma o deputado avalia a aprovação popular a um segundo mandato, ou seja, a empolgação das urnas para com o seu nome? Bom, eu avalio o segundo mandato como uma nova oportunidade. Avalio que a confiança das pessoas se deu pela nossa atuação parlamentar. Como todos sabem, não sou filho de político, não sou filho de empresário e não sou dono de grandes mídias... Portanto, a realização do nosso trabalho aconteceu, de fato, na base. Essa eleição foi uma eleição de ataque ao sistema político; foi uma eleição de renegação da política e quem já estava com o mandato teve um pouco mais de dificuldade, principalmente não tendo esses instrumentos que eu citei e, mesmo assim, nós tivemos um aumento de votação. Isso por que nós tivemos um voto de opinião muito forte, espalhado por todo o Estado, concentrado mais na região dos Campos Gerais e, lógico, na cidade de Ponta Grossa. Então, fazer mais de 95 mil votos nesse contexto que nós vivemos na política foi uma grande alegria e, também, um aumento muito grande da nossa responsabilidade com os paranaenses e com o momento difícil que vive o nosso país.

O Sr. teve atuação protagonista no Congresso, envolvendo-se nos principais debates de relevância nacional. Além dos recursos financeiros, o deputado pretende atrair a atenção para quais outros temas?
Eu sempre me envolvi muito forte em temas mais espinhosos, nunca me escondi. Porque essa é a principal função de um deputado: legislar e fiscalizar. Deputado também é importante para trazer recurso. Mas, mais importante do que isso, são os temas que envolvem a vida das pessoas. Se você olha, por exemplo, várias visões que existem de tentativa de aprovação da Reforma da Previdência, se não tiver uma voz que represente a população que a elegeu, a população que mais precisa, os interesses corporativistas, os interesses econômicos de pequenos grupos prevalecem- e isso também em outros temas. Então, eu fiz parte de Relatorias importantes, dentro do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA); eu fiquei como relator principal de alteração dessas medidas, a qual nós fizemos um trabalho muito importante que acredito que teve a colaboração de muita gente em todos os lugares do Brasil e coube a nós esse relatório, que já está apto a ser votado, depois de um trabalho árduo a ser feito. Eu também tive destaque pela Fundação Getúlio Vargas como um dos deputados que mais apresentou projetos de combate à corrupção – estou falando da corrupção do Sistema, não só discurso contra político. Também fui um dos primeiros a assinar o pedido de cassação de Eduardo Cunha , na Câmara dos Deputados, quando ele ainda era muito poderoso. Fomos muito firmes também nesse contexto, acho que isso mostrou para a população que nós não temos ligação política com essas velhas praticas e, agora, nosso objetivo é o mesmo: continuar discutindo temas centrais; Reforma Tributária é muito importante para diminuir o custo no Brasil, diminuir o preço dos impostos. Nós temos uma responsabilidade muito grande sobre o que virá da nova proposta da Reforma da Previdência (se, de fato, ela vai combater privilégio ou continuarão tentando tirar de quem mais precisa). Precisamos lutar firme contra estes impostos que hoje atacam, principalmente, o setor produtivo. Eu dou um exemplo sobre o aumento dos combustíveis que o Temer fez, e nós fomos até a Justiça contra isso. Inclusive, a nossa ação ainda corre, porque o Temer aumentou os impostos. Não é só a política econômica, ele aumentou os impostos sobre todos os combustíveis. O que, para nós, é um absurdo, principalmente pelo momento em que nós vivemos. São esses temas centrais que estarão nos acompanhando com certeza absoluta.

Como o deputado interpreta os resultados das urnas em paralelo à atuação da Justiça brasileira?
Eu interpreto que a Justiça Brasileira tem que ser independente. O que nós percebemos hoje é que há muita politicagem em todos os cantos e temos que combater isso. Quem fez errado, independente do Partido, tem que pagar pelos seus erros. Mas a Justiça também precisa ser isenta, ela não pode pender para um lado ou, muitas vezes, ser seletiva. Nós temos muito abuso de poder dentro da política e do Poder Judiciário, mas isso não justifica como uma “desculpa” para quem fez errado deixar de pagar pelos seus erros; quem fez errado deve pagar, independente do Partido. E , hoje, nós precisamos fortalecer ainda mais a Justiça, preservar o trabalho do Ministério Público, preservar o trabalho das investigações, fazer com que a política não tenha interferência nessas investigações. E quando eu digo sobre essa preocupação, sobre essa seletividade, é porque a gente ouviu da boca do Romero Jucá (que agora não foi eleito, mas era um dos homens principais do Governo Temer) que os acordos teriam que ser feitos com a Justiça, e isso nos preocupa. Justiça forte significa Estado forte, as Instituições funcionando significam um combate às coisas erradas, então precisamos defender isso. E, sobre a interferência nas Eleições, nós vimos que foi uma eleição que prevaleceu muito esse discurso mais policialesco, uma eleição em que as pessoas estão tão cansadas de políticos com tanta coisa errada, que apostaram em muitos nomes ligados a isso. Esperamos que estas pessoas que foram eleitas com essa bandeira tenham responsabilidade, tenham ciência dos problemas graves que o Brasil passa, de desigualdade e pobreza. Porque quando há uma desigualdade tão grande todas as outras áreas pioram, inclusive a Segurança Pública.

O Sr. ainda tem vontade de ser prefeito de Ponta Grossa?
Eu nunca sonhei em ser Deputado Federal, meu sonho sempre foi de ser Vereador para ajudar meu bairro, o qual eu moro até hoje e que ainda sofre devido a problemas estruturais ligados a administração pública municipal. A cidade de Ponta Grossa é a cidade onde eu nasci, onde nasceu meu filho e onde mora a minha família e, lógico, que quem está dentro da política sabe que o cargo de Prefeito é simbólico, porque é esse cargo que faz a gestão verdadeira. O deputado ajuda, vereador ajuda, deputado traz dinheiro, consegue uma obra... Mas quem realiza e pode transformar , de verdade, a lógica da existência da cidade é o prefeito. E esse sonho, depois de ter disputado uma Eleição e de ter conhecido mais profundamente a cidade, de ter ouvido as pessoas e ter conhecido os seus problemas mais a fundo, é uma coisa que toca o coração da gente. Eu tenho essa vontade, mas não significa que precisa ser agora, que precisa ser na próxima Eleição. Nós temos tempo para construir isso e uma candidatura não é, e nem pode ser, apenas um desejo pessoal. Ela tem que ser uma construção de visão de mundo e ela tem que ser construída junto com outras pessoas que compactuam da mesma vontade de ajudar o próximo e defender aquilo que é correto. Então esperamos que um dia, se Deus nos permitir, fazer um bom trabalho e relação à Prefeitura de Ponta Grossa.

Qual a imagem de sua origem que o Sr. mais lembra quando se depara com a realidade de Deputado Federal reeleito com grande destaque no Congresso?
Têm vários momentos marcantes da minha vida, momentos de impacto, difíceis para mim, muitos deles. Talvez hoje, como Deputado Federal, é sempre quando eu volto para o meu bairro. Por que eu me deparo com o Brasil em Brasília, com muitos poderosos toda semana e, exatamente toda semana, eu volto para onde me criaram, onde ainda muitas ruas são de terra, onde eu vejo os professores que me deram aula na mesma escola municipal me cumprimentando na rua todo dia e eu penso: “Olha o tamanho da minha responsabilidade com quem mais precisa!”. Colegas meus que estudaram comigo saindo 6h da manhã quando eu estou indo a Brasília para ir ao trabalho, isso me chama bastante atenção e eu tenho muito orgulho disso.

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